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Tallow Balm de Baunilha Bourbon: A Gordura que Minha Vó Sabia que Funcionava

2026-01-18 · Bourbon Vanilla

Então, eu tava fuçando na internet de madrugada, sabe? Aquela coisa de não conseguir dormir, rolando o feed. E do nada, aparece um vídeo de uma mulher batendo uma coisa branca numa batedeira. Parecia chantilly. Aí ela falou "tallow". Sebo. De boi. Para passar no rosto. Eu quase deixei o celular cair na minha cara. Sério. A minha primeira reação foi "eca". Gordura animal na pele? Parecia coisa de século passado. Mas aí eu lembrei da minha avó. Ela não falava em "tallow", claro. Mas ela guardava a gordura da picanha, aquela banha, num potinho. Usava pra tudo. Pra untar a frigideira, sim, mas também pra passar nas mãos rachadas no inverno. Ela dizia que era o melhor remédio. Fiquei pensativo. E cliquei no vídeo.

Acabei nesse buraco de coelho de skincare tradicional. Tallow balm. Especificamente, esse Whipped Tallow Balm sabor Baunilha Bourbon que eu acabei comprando numa lojinha de Etsy. A premissa é simples, mas parece absurda hoje em dia: usar sebo de boi, purificado e batido, como hidratante. A história, quando você vai atrás, é longuíssima. Os romanos usavam. As mulheres na idade média usavam. Era a base de quase todo pomado, bálsamo e sabão até o século 19, quando os óleos vegetais e depois a indústria química tomaram conta. A gordura animal era o recurso que todo mundo tinha. E a pele das pessoas, bem, sobrevivia aos invernos rigorosos sem um monte de frascos bonitos.

A volta do tallow para a pele não é só uma modinha hipster (ou é, um pouco). Faz sentido bioquímico, o que eu fui ler depois, meio sem querer. A composição da gordura do boi, especialmente de animais criados a pasto, é muito parecida com a do sebo humano – o óleo natural da nossa pele. Tem um monte de ácidos graxos compatíveis. A ideia é que, em vez de colocar um monte de ingrediente sintético que a pele não reconhece, você tá repondo com algo que ela já sabe como processar. Ela absorve de verdade, não fica só empacada em cima. Meio óbvio, quando você para pra pensar. Nossos ancestrais não eram burros. Eles usavam o que funcionava.

Como Eu Comecei a Passar Gordura de Boi no Rosto

Confesso: eu comprei o pote mais pelo aroma do que pela função. Baunilha Bourbon. Soava aconchegante. Era inverno, aquele frio seco que transforma minha pele em um mapa de rachaduras, especialmente nas mãos e nos cotovelos. E o nariz, então, de tanto assoar, ficava vermelho e irritado. Eu já tinha gasto uma pequena fortuna em hidratantes "intensivos" cheios de nome difícil. Funcionavam por meia hora. Aí a pele voltava a ficar repuxada.

Quando o potinho chegou – é da França, feito à mão, aquele negócio pequeno e artesanal –, eu fiquei um minuto só olhando. A textura é estranha. Não é dura, não é mole. É como uma manteiga muito, muito aerada. Se você enfiar o dedo, afunda suave e forma um buraco perfeito. Parece coisa de comer. O cheiro é… baunilha. Mas não aquela baunilha de vela ou de sorvete barato. É mais quente. Tem um fundo… madeirado? Alcoólico? Não sei descrever direito. É o cheiro de baunilha de verdade, da fava, misturado com algo que lembra um pouco caramelo, um pouco o cheiro de madeira velha de um bar. É muito bom. Confortante, como o anúncio prometia. Não é doce demais. Só abrir o pote já é uma experiência.

Apliquei primeiro nas mãos, com medo. Derrete na pele com o calor do corpo instantaneamente. Não é oleoso. É… seco. A pele fica macia, mas não escorregadia. Não dá vontade de lavar as mãos depois. Fiquei impressionado. Passei nos cotovelos, que estavam ásperos que nem casca de árvore. No dia seguinte, pela manhã, ainda estavam macios. Isso nunca tinha acontecido com nenhum creme. Aí veio o grande teste: o rosto. Eu tenho a pele sensível, misto, que fica fácil vermelha. Apliquei uma camada finíssima antes de dormir, meio sem fé. Acordei e minha pele não estava um caos de espinhas. Estava… calma. Hidratada. Sem aquela sensação de repuxado matinal. Foi aí que eu pensei "caramba, a vó sabia das coisas".

O Que Essa Gordura Batida Faz de Verdade

O negócio é simples. Ele sela. Não no sentido de entupir, mas no sentido de criar uma barreira que segura a umidade que já está na sua pele. Enquanto a maioria dos cremes tenta colocar umidade de fora pra dentro, o tallow parece trabalhar de dentro pra fora. Ele ajuda sua pele a fazer o trabalho dela. É bizarro como algo tão básico pode ser tão mais eficaz que uma fórmula com 50 ingredientes.

Eu comecei a usar em tudo. Nos lábios rachados (melhor que qualquer lip balm que eu já usei). Nas cutículas. Até nas sobrancelhas, que ficam meio esquisitas no frio. Virou meu potinho coringa. Deixei de usar oito produtos diferentes e fiquei só com o sabonete e isso. Minha pele, que vive num estado de estresse constante, simplesmente se acalmou. Não ficou perfeita, longe disso. Mas ficou normal. Parece pouco, mas pra mim foi enorme.

Aqui vai um detalhe aleatório: eu costumo passar à noite, na sala, com a TV ligada num volume baixo. O cheiro de baunilha bourbon se espalha um pouco. Minha cachorra vem cheirar meu rosto e depois deita do meu lado. Virou um ritual. É um momento de cuidado que, por ser tão simples e primitivo, não parece vaidade. Parece… manutenção. Como afiar uma faca ou lubrificar uma porta rangendo.

Ah, e a loja da Etsy onde eu comprei é tipo aquelas que você fica torcendo para não ficar famosa demais, senão acaba o estoque. A pessoa que faz parece se importar de verdade. Só usa sebo de boi criado a pasto, os óleos essenciais são de boa qualidade. Dá pra sentir. Não é um produto fabricado em escala. Tem algo de humano nele, literal e figurativamente.

Minha Pele Depois de Algumas Semanas

Os resultados não são dramáticos no sentido "transformação total". São melhores. São consistentes. Meus cotovelos não são mais uma lixa. A pele das minhas mãos não abre pequenos cortes toda vez que eu lavo algo no frio. O rosto tem menos flare-ups de vermelhidão. A textura ficou mais uniforme. Parece uma pele mais resistente, menos frágil.

O mais engraçado é que eu não fico mais procurando o próximo produto milagroso. Eu tenho esse. Acabou a busca. Isso é libertador e um pouco anti-climático, porque metade do hobby de skincare é justamente a caça. Mas é bom. É como encontrar uma chave-geral que resolve 80% dos problemas. Os outros 20% a gente aprende a conviver.

Eu dei um potinho pra minha mãe testar. Ela, que é do tempo da vaselina pura, achou no início a ideia do sebo nojenta. Aí ela usou nas mãos, que doem muito no inverno por causa da artrite. Ligou dois dias depois falando "onde que compra mais disso?". Ela não quer saber de história, de skincare tradicional, de ácidos graxos. Sabe que aliviou o ressecamento brutal que ela sentia. Pronto.

Então, Vale a Pena Comprar Tallow Balm?

Cara, se você tá cansado de gastar rios de dinheiro em potes que prometem o universo e entregam meia-hora de alívio… talvez. Se a sua pele é sensível, reativa, seca que nem um deserto… talvez. Se você curte a ideia de usar algo simples, com história, que não vem embalado em três camadas de plástico e marketing… talvez.

Não é mágica. É só um ingrediente muito, muito eficaz que a modernidade jogou fora e que agora a gente tá redescobrindo. Tem um certo humor nisso. A gente vai pra Lua, cria inteligência artificial, e no fim a solução pra pele rachada estava no hábito da minha avó portuguesa, guardando banha no armário da cozinha.

Eu vou comprar de novo. Na verdade, já tô com outro potinho a caminho, porque esse aqui já tá no fim. Virou item básico do meu banheiro, junto com a escova de dentes. É estranho? Um pouco. Funciona? Demais.

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Umas Perguntas que Me Fazem

Tallow de boi é bom mesmo pra rosto? Pela minha experiência, sim, especialmente se sua pele é seca ou sensível. Como a estrutura é parecida com o nosso próprio sebo, a pele absorve bem e não fica com aquela sensação de entupida. Foi o que funcionou pra mim, que tenho pele chata.

Isso não entope os poros? Ao contrário do que parece, não. Por ser tão compatível, ele é absorvido e não fica só parado em cima da pele, sufocando os poros. Óleos minerais e algumas ceras fazem isso. O tallow, pelo menos pra mim, não. Mas claro, cada pele é um universo.

Como é o cheiro do de Baunilha Bourbon? É um cheiro quente, de verdade. Não é doce de padaria. Tem um fundo que lembra madeira, um toque alcoólico suave (o bourbon), é bem aconchegante. Não é enjoativo. No rosto, o cheiro some depois de alguns minutos, fica bem sutil. É o melhor cheiro de produto de pele que eu já tive, fácil.

Enfim. Se você tá curioso sobre esse tal comeback do skincare tradicional, do tallow balm, e quer experimentar algo que é basicamente história em um pote… dá um pulo naquele site de artesanato, pesquisa por "whipped tallow". Acho que você vai se surpreender. Eu fiquei.

Whipped Tallow Balm - Bourbon Vanilla

Whipped Tallow Balm - Bourbon Vanilla

Grass-fed whipped tallow balm

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