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O Bálsamo de Tallow de Lavanda que Virou Meu Segredo de Inverno

2026-01-14 · Lavender

Olha, o inverno chegou e minha pele simplesmente desistiu. Sério. É como se ela olhasse para o ar seco lá fora e dissesse “não, obrigada, vou ficar aqui rachando mesmo”. Acordei outro dia e a pele do meu queixo parecia um mapa topográfico. E o pior é a sensação. Aquela coisa repuxando, sabe? Como se você tivesse passado cola branca no rosto e deixado secar. Fica tudo tenso. E coça. Meu deus, como coça. Aí você coça e parece que vai rasgar um pedaço. Um desastre.

E eu tentei de tudo. Sério. Tinha aquele hidratante caro, daquela marca francesa com nome complicado. Chegou numa caixa de veludo. Absurdo. Não fez nada. Tinha o creme “milagroso” que todo influencer promovia. Cheirava a perfume barato e deixava uma película brilhante horrível. Parecia que tinha passado vaselina. Até vaselina eu tentei. Funciona nos lábios, mas no rosto? Acordei com a fronha grudada na bochecha. Não era prático.

Aí, não lembro onde vi. Provavelmente foi numa daquelas madrugadas rolando o celular sem conseguir dormir. Algo sobre bálsamo de sebo bovino. Tallow. Soou nojento, não vou mentir. Gordura de vaca no rosto? Pensei “que porcaria é essa”. Mas aí li que era da França, feito com sebo de gado criado a pasto, batido até ficar com uma textura de nuvem. E que, por algum motivo biológico que não entendi direito, a gordura animal é parecida com o sebo que nossa pele produz naturalmente. Então, em teoria, ela absorve de verdade, em vez de ficar só empacada em cima. Fiquei curiosa. E desesperada. Minha pele estava tão ruim que eu teria tentado manteiga se alguém jurasse que funcionava.

Comprei o de lavanda. O Whipped Tallow Balm. Chegou numa latinha pequena, branca, simples. Até bonitinha. Abri e cheirei. Cheiro de lavanda. Mas não aquele cheiro artificial de sabonete de hotel. Era um cheiro mais… erva mesmo. Terra. Planta. Algo verde por baixo. Gostei. A textura é estranha de explicar. É sólida, mas se você coloca o dedo, afunda suavemente. Como manteiga que ficou fora da geladeira por exatamente o tempo certo. Passa na pele e derrete. Não é oleoso. É… nutritivo? É a palavra. Parece que some.

Como Comecei a Usar Tallow no Rosto (Por Desespero)

No começo, fui com medo. Passei só nas bochechas, que estavam piores. A sensação foi imediata: aquele repuxo horroroso sumiu. Tipo, em segundos. Foi mágico. Não era um alívio superficial, era como se minha pele tivesse finalmente bebido água depois de dias no deserto. No dia seguinte, acordei e toquei o rosto. Macio. Não aquele macio artificial de silicone, mas macio de verdade. As áreas mais ásperas, perto do nariz, estavam visivelmente mais suaves. Fiquei impressionada.

Comecei a usar toda noite. Virou meu ritual. Depois de lavar o rosto, ainda com a pele úmida, eu pegava uma pequena quantidade do bálsamo de tallow com lavanda entre os dedos, esquentava um pouco e espalhava. O cheiro é calmante. De verdade. Não é placebo. Tem algo na lavanda que desliga meu cérebro. Ajuda a sinalizar que é hora de dormir. Eu, que vivia rolando na cama até 2h da manhã, comecei a pegar no sono mais fácil. Pode ser psicológico? Pode. Mas se funciona, eu aceito.

E aqui vai um detalhe aleatório: minha gata odeia o cheiro. Sério. Eu passo o creme e ela me olha com desdém e vai embora. Prefere quando uso o hidratante sem cheiro. Animais são esquisitos.

Por que Sebo Bovino para a Pele Até que Faz Sentido

Pesquisei depois, com preguiça, no Google. A explicação é que o tallow (o sebo) é rico em ácidos graxos muito parecidos com os que a nossa pele produz. Por isso, em vez de ficar como uma barreira em cima, ele é reconhecido e absorvido lá nas camadas mais profundas. Nutre de verdade. Não é só um filme. Faz sentido se você parar para pensar: nossos avós usavam banha para tudo, até para assaduras. Não é uma novidade, é um retorno.

E esse em específico é batido. Isso importa. A textura fica aerada, leve, muito mais fácil de espalhar e de absorver do que o tallow puro, que pode ser mais denso. O fato de ser de gado criado solto, a pasto, na França, também me deixa mais tranquila sobre a qualidade. Não é qualquer coisa.

Uso nos lábios também. Melhor que qualquer lip balm que já tive. E nas mãos. Minhas mãos no inverno ficam horrorosas, racham, sangram. Passo um pouco nas cutículas e no dorso antes de dormir. Mudou o jogo. Acho que para psoríase ou eczema deve ser incrível, pela poder de cicatrização e nutrição profunda.

Minha Pele Depois de Algumas Semanas de Bálsamo de Tallow

O resultado mais visível? Zero descamação. Nada. Aquela casquinha branca que aparecia na base do cabelo, perto da testa, sumiu. As ruguinhas de expressão, que ficam mais evidentes quando a pele está desidratada, parecem… preenchidas? Não sumiram, óbvio, mas estão menos marcadas. A pele tem um brilho saudável, não oleoso. Um brilho de “eu durmo oito horas e bebo dois litros de água por dia”, o que é uma grande mentira no meu caso.

A textura geral melhorou muito. Está uniforme. Antes eu tinha uns pontinhos ásperos aqui e ali, uns cravinhos minúsculos de ressecamento. Sumiram. Parece que minha pele finalmente está funcionando direito, equilibrada. Não está produzindo óleo em excesso para compensar o ressecamento (o que me dava espontas), nem está tão seca a ponto de rachar.

E o ritual em si faz bem. Parar cinco minutos à noite, cheirar a lavanda, massagear o rosto. É um cuidado. Me faz bem. Mais do que qualquer skincare caríssimo e cheio de promessas vazias.

Compraria de Novo Esse Bálsamo de Tallow de Lavanda?

Já comprei. To na segunda latinha. A primeira durou uns três meses, usando toda noite no rosto e ocasionalmente nas mãos. Achei um custo-benefício ótimo, considerando que um potinho de creme de luxo dura o mesmo e custa cinco vezes mais.

Recomendei para minha mãe. Ela tem a pele super sensível e ressecada pela idade. Adorou. Disse que a pele dela não arde mais depois do banho. Meu marido, que riu de mim no começo (“vai passar banha no rosto?”), agora pede para passar nas mãos quando elas racham de tanto lavar. Virou produto da família.

Comprei na lojinha da Puratallow no Etsy. Foi onde achei. O processo foi simples, chegou rápido, bem embalado. Gosto de comprar direto de quem faz, sabe? Parece mais honesto.

Se o seu inverno está sendo um inferno para sua pele, com aquele ressecamento de inverno brabo, a pele seca no inverno descamando… olha, vale a tentativa. Pode soar estranho, eu sei. Soou para mim. Mas funcionou. Foi a coisa mais eficaz da minha rotina de skincare no inverno.

Perguntas Rápidas que Me Fazem

Tallow de boi é bom para o rosto? Pra mim, foi ótimo. Pelo que entendi, como a composição é parecida com os óleos da nossa pele, ele nutre de verdade e ajuda a restaurar a barreira natural. Não é só uma camada em cima.

Entope os poros? Não, pelo contrário. Como absorve bem, não fica parado na superfície sufocando a pele. Minha pele é mista, tendência a cravar, e não piorou nada. Melhorou, porque parou de produzir óleo em excesso para compensar o ressecamento.

Como é o cheiro do bálsamo de tallow com lavanda? É um cheiro de lavanda real. Erva. Um pouco terroso. Não é doce, nem artificial. É bem calmante. Não fica muito forte depois de passado. Some rápido.

É isso. Minha pele está feliz. Eu estou feliz. O inverno pode vir. Acho que finalmente achei algo que funciona de verdade para pele seca no inverno. Se você está cansado de gastar rios de dinheiro em coisa que não funciona, talvez valha a pena dar uma chance a esse negócio de tallow balm. Funcionou pra mim.

Whipped Tallow Balm - Lavender

Whipped Tallow Balm - Lavender

Grass-fed whipped tallow balm

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